quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A arte de uma nova espiritualidade



A arte de uma nova espiritualidade. O que seria esta arte? Quando pensamos neste tema, não tínhamos a menor idéia do que o Marcelo faria com ele. Aliás, em particular, acredito que nem nós o compreendíamos bem. Museu de Arte Contemporânea – MARCO, local perfeito para a palestra. Artistas vão se interessar por esta arte, com certeza. Cem pessoas, no mínimo. Panfletos distribuídos, cartazes, orkut, e-mail...confesso que a expectativa de que superaríamos o evento anterior era grande, afinal tínhamos mais pessoas envolvidas.

Chega o grande dia, Marcelo e sua família estão em Campo Grande. O MARCO abre suas portas com suas exposições de artes plásticas para ensinar a da nova espiritualidade. Entretanto, quando a gente imagina que Deus vai fazer aquele show com o que preparamos pra ele..rsrs...(está entranhado nessa geração, a tal da justiça própria)...de fato, Ele faz. Mas não com visível aparência e sim, nos corações de uma platéia bem menor do que as cem pessoas.

A arte de uma nova espiritualidade que não tem nada de nova. Marcelo traz a arte da mesma espiritualidade que o Oleiro já ensinava para Jeremias, há muitos e muitos anos. A arte de confiar no que Deus está fazendo com tudo, inclusive na vida de cada ser. A arte de não viver a visível aparência. A arte de não querer ter o controle. A arte de não querer ajudar Deus a fazer. A arte de não contar os números.

Estávamos encantados com a sabedoria que saía da boca do Marcelo. Tão jovem e tão cheio de conhecimento proveniente de Deus. É claro que Deus executou muito bem o que Ele já tinha planejado.
No domingo pela manhã estávamos atentos a cada palavra sobre a Graça e seus desdobramentos em nosso interior. Marcelo nos colocava a par do espírito do Caminho da Graça em uma roda regada a tereré, cafezinho e biscoitos na Estação Campo Grande.

À noite, Marcelo foi pregar para outro público. Uns poucos estavam no sábado no MARCO. Agora, estávamos entre nossos manos e os amigos dos manos. Claro que Deus vai fazer lotar nossa capacidade de cinqüenta pessoas. A reunião estava marcada para às 18h. Chegamos mais cedo, preparamos os equipamentos, microfone, cadeiras. Deu 18h e nada, 18h30...meia dúzia de manos, 18h50...mais meia. Começamos com Deus mais uma vez nos escorregando por entre os dedos. Aliás, a gente é que demora pra internalizar os ensinamentos de Deus.

Marcelo nos ensinou como Deus deixou várias maquetes na sua palavra. Pedaços de cada um de nós em escala menor para que pudéssemos ir nos identificando e deixando a construção ser realizada em grande escala, no dia a dia de nossas vidas, na nossa humanidade.

A arte de uma nova, mas velha espiritualidade. Que surpresa Deus preparou para cada um de nós. Que maravilha descobrir que cada personagem bíblico carrega um pouco da nossa personalidade, dos nossos medos, das nossas certezas excessivas, da nossa justiça própria, do nosso umbigocentrismo.

Valeu, Marcelo, Rejane e os Homens Cueca. Nós, os do Caminho de Campo Grande agradecemos os ensinamentos da parte de Deus. Aliás, nestes tempos tão difíceis de justiça própria e barganhas, poderíamos nos chamar de os da Graça. Graça muito imerecida. Graças a Deus!

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