terça-feira, 6 de maio de 2008

Caminho dos Encontros e dos Encantos em Fortaleza

Sinto-me participante de um momento histórico no que se refere à Fé Cristã que abracei desde a minha infância. Sempre cri que a Fé Cristã é a fé que toca nas pessoas, até as que já estavam sepultadas, e estas, ressuscitaram, voltaram a vida e foram convidadas à mesa dos vivos. Sempre cri que quando oro, oro sempre junto com o outro, pois, O PAI, É NOSSO, não meu. Que a mesa do pão tem que ter mais gente, pois O PÃO, É NOSSO, não apenas meu. Sempre cri que no ENCONTRO dos irmãos há plenitude dos dons, dos carismas, e portanto, de curas. Bem, em Fortaleza, mais uma vez testemunhei isto tudo que creio. No encontro e nos encontros dos caminhantes vindos de mais de 10 estados do Brasil, testemunhei o quanto a Fé Cristã é terapêutica, pois, curou a muitos e tocou em todos. Contemplei ao longo dos dias que ali ficamos juntos os encontros, os abraços, os beijos, os olhares, as risadas, os choros e as conversas sobre todos os assuntos possíveis, mas, o saldo de tudo, foi o RE-ENCANTO de muitos para continuar na caminhada na fé. O ENCANTO de outros tantos que haviam perdido o gosto, os sabores do viver comunitário. Alguns desencantados com tudo saíram dali com um mínimo de esperança de que é possível reascender a pequenina chama da Fé Cristã e a partir daí produzir vida suficiente para tocar em si mesmos e em tantos outros que encontrarão pelo caminho. Mais uma vez neste ENCONTRO não foi necessário que houvesse qualquer manipulação para que as pessoas se integrassem umas às outras, pois isto aconteceu com a naturalidade de tudo que acontece no Caminho. Em Fortaleza vimos a materialização de muito do que tem sido ensinado pelos mentores e vivido pelos caminhantes do Brasil todo, isto é, que é possível viver a dinâmica do evangelho em absoluta liberdade e com responsabilidade. Desfrutamos toda liberdade sem, no entanto, termos qualquer problema com leviandade, vulgaridade ou banalização da vida na vida. Sabendo que cada um de nós é TERRENO SAGRADO, nos relacionamos com reverência o tempo todo. Houve espaço de muita alegria e bom humor, mas, houve também muito espaço de escuta, onde muitos puderam derramar seus corações e serem ouvidos em amor. Como sempre, há muita informalidade, mas, ao mesmo tempo seriedade em tudo que se fala e se canta. É impossível destacar uma frase, pois, o todo em tudo, valeu demais. Ao nos despedirmos notamos o quanto nos apegamos uns aos outros, mas, todos sabíamos que voltar para casa e para a vida é absolutamente necessário, pois, é ali que a vida acontece. E isto aconteceu com os corações animados, esperançosos e cheios de expectativas para se materializar nas vidas de outros tantos as alegrias que vivemos juntos ali. Nos despedimos convictos que o evangelho é de fato a boa noticia de Deus aos homens a quem Ele quer bem. Nos despedimos certos que precisamos aprender conviver com um DEUS BOM e não com um Deus irado. Nos despedimos certos que nossa resposta a este Deus bom é o nosso serviço ao outro e a muitos, o tempo todo e todo tempo. Nos despedimos certos que há um culto a ser celebrado na vida todo dia o dia todo e que isto é possível, pois, Ele está sempre conosco em qualquer ligar e em qualquer circunstancia. Obrigado a todos que produziram este encontro que nos encantou outra vez com a beleza do EVANGELHO DA GRAÇA de Jesus de Nazaré. Deus os guarde a todos em amor e paz, pra Ele mesmo, sempre.

Por Carlos Bregatim - Estação São Paulo/SP
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